Inspirado no Machismo



Estava eu estudando, pra variar... e veio uma citação, de um autor, que foi ministro do STF, que se posicionava em relação a dificuldades dos processos de estupro, Eis sua sábias palavras.

Possibilidade de ser o estupro evitado pela
própria mulher

Hungria (Foi ministro do STF), expressando o pensamento machista que envolvia a
edição do nosso Código Penal na década de 1940, argumentava:

“É objeto de dúvida se uma mulher, adulta e
normal, pode ser fisicamente coagida por um
só homem à conjunção carnal. Argumenta-se
que bastam alguns movimentos da bacia para
impedir a intromissão da verga.
Para desacreditar a acusação de estupro
com unidade de agente, há também uma das
sensatas decisões de Sancho-Pança na ilha
Barataria. Certa vez, na audiência de Sancho,
entrou uma mulher que, trazendo um homem
pela gola, bradava: ‘Justiça! Justiça, senhor
governador! Se não a encontro na terra, irei
buscá-la no céu. Este mau homem surpreendeu-me
em pleno campo e abusou da minha
fraqueza. Negada formalmente a acusação,
Sancho tomou ao acusado sua recheada bolsa
de dinheiro e, a pretexto de reparação do mal,
passou-a à querelante. Foi-se esta em grande
satisfação, mas Sancho ordenou ao acusado
que seguisse no seu encalço, para retomar a
bolsa. Em vão, porém, tentou o homem reaver
o seu dinheiro, e voltou de rosto agatanhado
e a sangrar, confessando-se vencido. Então,
fazendo a mulher restituir a bolsa, disse-lhe
Sancho: ‘Se tivesses defendido tua honra tão
empenhadamente como vens de defender
essa bolsa, jamais a terias perdido. Não
passas de uma audaciosa ladra’. Realmente,
se não há uma excepcional desproporção de
forças em favor do homem, ou se a mulher não
vem a perder os sentidos, ou prostrar-se de
fadiga, ou a ser inibida pelo receio de maior
violência, poderá sempre esquivar-se ao coito
pelo recurso do movimento dos flancos”


Bons tempos...

4 comentários:

Jones disse...

Good times... good times...

BmonneratC disse...

O melhor foi a tirinha! huahuauha!!

VaMpiRe disse...

sem cultura...

TioChel disse...

Esse texto foi escrito com a mesma premissa de que gritar "Oh meu deus! Oh meu deus!" não te faz uma boa cristã.

Se "Não pára!" é uma questão de vírgula, concluo que as piranhas não sabem português.